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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rede estadual de ensino inicia ano letivo na próxima quarta-feira

Notícias Divulgada no ultimo dia 04 de fevereiro de 2012 no site: http://www.paraiba.pb.gov.br/

Está tudo pronto para o início do ano letivo na rede estadual. Na próxima quarta-feira (8), começam as aulas do horário noturno; as do período diurno têm início na segunda-feira (13), dia em que haverá, também, a abertura oficial em cada uma das 14 Gerências Regionais de Educação (GRE). Será o “Dia da Acolhida”. Em João Pessoa, a solenidade ocorrerá na Escola Papa Paulo VI, no bairro de Cruz das Armas, e em Campina Grande, na Escola Solon de Lucena, no Centro.

Nas solenidades do dia 13, na Capital e em Campina Grande, serão entregues nas duas escolas 80 netbooks para os professores que participaram do curso Educador Digital, no ano passado. Isso marcará a entrega simbólica dos 3,7 mil computadores a professores de 100 escolas do Estado. Os demais educadores receberão os equipamentos na sequência. Para este projeto, foram investidos aproximadamente R$ 4 milhões. O curso foi uma ação do Plano de Gestão “Paraíba Faz Educação”, composto por 33 projetos ainda em realização.

Na programação de abertura do ano letivo, haverá a entrega simbólica do fardamento, composto por duas camisetas, e o kit escolar, formado por cadernos de matérias e de desenho, canetas, lápis grafite, borracha, mochila, régua, transferidor, compasso, garrafa para água, lápis de cor e hidrocor, tinta, tesoura, cola, apontadores, entre outros materiais. Num investimento de mais de R$ 9 milhões, foram adquiridas mais de 800 mil camisas pelo Governo do Estado, que também investiu aproximadamente R$ 24 milhões em kits escolares para serem distribuídos neste mês de fevereiro com os alunos do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Distribuição de material esportivo – Com o objetivo de reativar a prática da Educação Física na rede estadual, a Gerência Operacional de Desporto Escolar (Gode) da Secretaria de Estado da Educação (SEE) vai distribuir, no início do ano letivo, um kit de material esportivo composto por bolas de futebol, voleibol, basquetebol, handebol feminino e masculino, de futsal, rede de voleibol, traves, cesta de basquetebol, corda de nylon, corda elástica, cabo de aço, cones, medicine ball (2kg) e coletes. Para aquisição do material, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 2,7 milhões.

De acordo com o gerente operacional da Gode, José Geraldo Cabral, no ano passado a gerência fez um levantamento do número de professores de Educação Física e realizou um cadastro desses profissionais para viabilizar a distribuição do material nos estabelecimentos de ensino.

Planejamento – No período de 1º a 3 de fevereiro, as escolas realizaram o planejamento coletivo, envolvendo os profissionais dos turnos diurno e noturno. Foram analisados os índices de desempenho dos alunos, como aprovação, reprovação, evasão e abandono. Na segunda-feira (6) e na terça-feira (7), será feito o planejamento didático, tomando por base as análises, discussões e propostas de ações definidas nos três primeiros dias.

A SEE recomenda que, no “Dia da Acolhida”, a escola convide a comunidade para receber os alunos e compartilhar as atividades educativas que foram planejadas para o ano letivo. “O dia da acolhida será um dia em que esperamos a presença de alunos, seus familiares e a comunidade, pois essa interação é fundamental. Nesse dia, a escola estará de portas abertas a todos. Essa é a nossa forma de dar as boas vindas e desejar a todos um ano de muita aprendizagem”, destacou a secretária executiva da Educação, Márcia Lucena.

Foram oferecidas 403.591 vagas para as 804 escolas da rede estadual de ensino. A novidade, em 2012, é que estão sendo oferecidas mais 36 mil vagas no Ensino Médio, que passará de 120 mil (em 2011) para 156 mil vagas, este ano. De acordo com dados do Censo Escolar de 2011, foram matriculados na rede estadual 367.591 mil alunos. O calendário escolar terá 204 dias letivos para o turno diurno e 212 para o turno noturno, divididos em quatro bimestres.

Educação no Brasil



Espera-se que a educação no Brasil resolva, sozinha, os problemas sociais do país. No entanto, é preciso primeiro melhorar a formação dos docentes, visto que o desenvolvimento dos professores implica no desenvolvimento dos alunos e da escola, o que poderia resultar em dados positivos para a sociedade.

Ao propor uma reflexão sobre a educação brasileira, vale lembrar que só em meados do século XX o processo de expansão da escolarização básica no país começou, e que o seu crescimento, em termos de rede pública de ensino, se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Com isso posto, podemos nos voltar aos dados nacionais:

O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). Mesmo com o programa social que incentivou a matrícula de 98% de crianças entre 6 e 12 anos, 731 mil crianças ainda estão fora da escola (IBGE). O analfabetismo funcional de pessoas entre 15 e 64 anos foi registrado em 28% no ano de 2009 (IBOPE); 34% dos alunos que chegam ao 5º ano de escolarização ainda não conseguem ler (Todos pela Educação); 20% dos jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação). Professores recebem menos que o piso salarial (et. al., na mídia).

Frente aos dados, muitos podem se tornar críticos e até se indagar com questões a respeito dos avanços, concluindo que “se a sociedade muda, a escola só poderia evoluir com ela!”. Talvez o bom senso sugerisse pensarmos dessa forma. Entretanto, podemos notar que a evolução da sociedade, de certo modo, faz com que a escola se adapte para uma vida moderna, mas de maneira defensiva, tardia, sem garantir a elevação do nível da educação.

Logo, agora não mais pelo bom senso e sim pelo costume, a “culpa” tenderia a cair sobre o profissional docente. Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas em crise nos dias atuais. As críticas externas ao sistema educacional cobram dos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais.

Já sabemos que não basta, como se pensou nos anos 1950 e 1960, dotar professores de livros e novos materiais pedagógicos. O fato é que a qualidade da educação está fortemente aliada à qualidade da formação dos professores. Outro fato é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina.

O desenvolvimento dos professores é uma precondição para o desenvolvimento da escola e, em geral, a experiência demonstra que os docentes são maus executores das ideias dos outros. Nenhuma reforma, inovação ou transformação – como queira chamar – perdura sem o docente.

É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes percebem resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Para uma mudança efetiva de crença e de atitude, caberia considerar os professores como sujeitos. Sujeitos que, em atividade profissional, são levados a se envolver em situações formais de aprendizagem.

Mudanças profundas só acontecerão quando a formação dos professores deixar de ser um processo de atualização, feita de cima para baixo, e se converter em um verdadeiro processo de aprendizagem, como um ganho individual e coletivo, e não como uma agressão.

Certamente, os professores não podem ser tomados como atores únicos nesse cenário. Podemos concordar que tal situação também é resultado de pouco engajamento e pressão por parte da população como um todo, que contribui à lentidão. Ainda sem citar o corporativismo das instâncias responsáveis pela gestão – não só do sistema de ensino, mas também das unidades escolares – e também os muitos de nossos contemporâneos que pensam, sem ousar dizer em voz alta, “que se todos fossem instruídos, quem varreria as ruas?”; ou que não veem problema “em dispensar a todos das formações de alto nível, quando os empregos disponíveis não as exigem”.

Enquanto isso, nós continuamos longe de atingir a meta de alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade e carregando o fardo de um baixo desempenho no IDEB. Com o índice de aprovação na média de 0 a 10, os estudantes brasileiros tiveram a pontuação de 4,6 em 2009. A meta do país é de chegar a 6 em 2022.


Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - UNISAL

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